Você se considera uma pessoa criativa ou acha que criatividade é só para artistas? 

 

Seja qual for sua resposta, “Originais'', de Adam Grant, é um livro para quem acredita que pode mudar o mundo. Não apenas na teoria, mas também na prática, abrindo mão do senso comum e da zona de conforto - ou seria de desconforto?

 

A obra faz parte do repertório da VRS Academy para clubes de leitura, e como já feito com A ridícula ideia de nunca mais te ver”, de Rosa Montero, compartilharemos aqui os 3 principais aprendizados de Originais. Dessa vez, a partir de frases do autor:

 

 

1) "Uma vez tendo revelado que os originais bem-sucedidos costumam começar questionando o convencional e montando portfólios de risco balanceados, o restante deste livro aborda como construir pontes entre pensamento e ação. Depois de ter uma ideia nova, qual é a forma mais eficaz de defendê-la?”

 

O autor passou mais de uma década estudando a originalidade em diversos cenários, de empresas de tecnologia a bancos e escolas, hospitais e órgãos governamentais. E sua experiência mostra que para ser original cada pessoa precisa ter a coragem de questionar o status quo, fazer perguntas, se posicionar e agir em prol de suas ideias. 

 

Como quando você tem uma ideia no trabalho, mas não coloca em prática com receio dos riscos, ou evita falar em público com medo de expor suas ideias. Ao mesmo tempo, se você quer incentivar sua equipe a ser mais criativa e inovadora, é preciso promover um ambiente seguro para compartilhar ideias, e espaço para experimentação. 

 

Adam complementa o trecho dizendo que pessoas originais “sentem os mesmos medos e as mesmas dúvidas que nós. O que as diferencia é que, mesmo assim, partem para a ação. No fundo, sabem que fracassar lhes traria menos desgosto do que nem tentar.” 

 

 

2) “O pensamento de grupo é inimigo da originalidade: as pessoas se sentem pressionadas a se adaptar às ideias dominantes e estabelecidas em vez de defender a diversidade de pensamento.”

 

Se você já perdeu as contas de quantas vezes se calou diante de grupos ou reuniões nas quais todas as pessoas concordavam porque o ambiente não abria espaço para visões contrárias, o capítulo 7 “Repensando o pensamento de grupo” mostra bons exemplos nos quais você pode se identificar. 

 

Especialmente na liderança, Greg destaca que o desempenho das empresas só melhora quando CEOs buscam opiniões de outras pessoas que não concordem sempre com suas opiniões, para que possam acolher outros pontos de vista, corrigir seus erros e perseguir inovações. 

 

Afinal, como gerar mudança e crescimento se, ao seu lado, há apenas pessoas que concordam com você o tempo todo? 

 

O próprio clube de leitura é um lugar interessante para expressar suas ideias e acolher as demais, pois mesmo que se leia o mesmo livro, cada pessoa tem um olhar sobre ele, já que relaciona a obra com suas experiências pessoais. Dessa forma, ouvir e acolher pensamentos diferentes, possibilita a geração de novas ideias. 


 

3) "Assim como cientistas, empreendedores e inventores costumam descobrir novas ideias ao ampliar seus conhecimentos para incluir as artes, nós também podemos adquirir maior amplitude ao diversificar nossos repertórios culturais."

 

O livro aponta vários caminhos nas artes plásticas, manuais e cênicas, na escrita ou na música, que podem ajudar você a ter uma nova percepção criativa. 

 

Como Galileu, que descobriu a existência de montanhas na lua através da observação da luz e sombra, algo que aprendeu na arte. Ele tinha experiência com física e astronomia, mas também com pintura e desenho, o que o fez enxergar além do que profissionais de astronomia de sua época eram capazes de ver. 

 

Steve Jobs também acreditava que “se você quer fazer conexões que sejam inovadoras é preciso não ter a mesma bagagem de experiências que todos os outros têm.”

 

Vale dizer que, além da diversidade de conhecimento, é importante produzir uma boa quantidade de ideias para chegar a uma realmente original. 

 

Por exemplo, na Upworthy, empresa especializada em viralizar bom conteúdo, a regra é produzir pelo menos 25 ideias de texto de chamada para encontrar a ideal, pois “somente depois de descartar o óbvio é que conquistamos a liberdade de considerar possibilidades mais remotas.”

 

A lição que fica: beber de diferentes fontes e ter disposição para ampliar o número de possibilidades aumenta a chance de ter novos insights originais. 


 

Gostou do livro? Aprenda mais.  

 

Confira nossa curadoria de conteúdos relacionados ao livro, pra você aprender ainda mais sobre o tema: 

 

  1. Assista ao TED “Os hábitos surpreendentes dos pensadores originais”: Descubra quais são os 3 hábitos inesperados das pessoas originais. "As pessoas mais originais são as que falham mais, porque são as que tentam mais", diz Grant. "É preciso muitas más ideias para conseguir ter algumas boas."

 

  1. Ouça o podcast de Adam Grant: O autor traz pessoas convidadas para conversar sobre temas como: “Os 4 pecados capitais da cultura do trabalho”, “Rompendo com o perfeccionismo” e “Como apresentar suas melhores ideias.”

 

  1. Assista ao filme “A Livraria": Inspirado no livro homônimo de Penelope Fitzgerald, a produção conta a história da viúva Florence Green,que decide abrir uma loja de livros numa cidadezinha no interior da Inglaterra, apesar da resistência e conservadorismo da vizinhança. O filme faz refletir o quanto há de resistência ao novo e como isso vai contra a própria originalidade. 

 

 

Como Mário Quintana, acreditamos que "livros não mudam o mundo, quem muda o mundo são as pessoas. Os livros só mudam as pessoas."

 

Por isso desenvolvemos clubes de leitura, como uma experiência de diálogo e troca entre participantes, com muitas reflexões e aprendizados.

 

Entre em contato para conhecer nosso repertório de títulos e compartilhar essa iniciativa com seu grupo ou empresa.


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