comunicação não vioenta para que

É sedutor achar que palestras, cursos e jornadas sobre Comunicação Não Violenta resolvem os problemas de comunicação da empresa. Mas pode não ser bem esse o resultado desse investimento. 

 

Desenvolvida pelo psicólogo clínico Marshall Rosenberg, a Comunicação Não Violenta (ou CNV) permite uma nova forma de ser e estar no mundo, pois ajuda as pessoas a se relacionarem consigo mesmas e com as outras, dando espaço para os ditos e não ditos. 

 

Tamanha a transformação que ela propicia, convidamos você a ler este texto e refletir por que investir nessa capacitação para você, sua equipe ou sua empresa. 


 

O QUE GERALMENTE ACONTECE COM A EQUIPE AO APRENDER CNV

 

Nos cursos, rodas de conversa e jornadas de aprendizado realizados pela VRS Academy, ouvimos diversos relatos de pessoas que, entre um coffee break e outro, compartilham conosco suas percepções de como parece desafiador praticar a CNV na empresa, porque:

 

  • . Têm medo de falar o que pensam e serem demitidas; 

  • . Preferem ser “boazinhas” e disciplinadas para se manterem fora de conflitos; 

  • . Evitam opinar em reuniões - especialmente se tiverem uma visão oposta do que está sendo dito, para não serem alvo de críticas;

  • . Acreditam que não sabem se comunicar bem, porque não são agressivas e enfáticas na comunicação;

  • . Observam que as pessoas ao seu redor não são abertas à escuta. 

 

Essas queixas revelam muito sobre a cultura da empresa, sobre a forma como as pessoas aprendem a lidar com suas insatisfações e com ambientes nem sempre seguros psicologicamente. E quão valiosos são esses comentários, pois revelam mais do que pesquisas de clima, que nem sempre captam essa realidade.

 

Vale lembrar que a CNV é uma proposta de abertura para o diálogo, e conversas mudam as pessoas. O intuito não é silenciar conflitos e desconfortos, mas sim tratar deles com empatia de todos os lados. Dessa maneira, as pessoas podem se sentir seguras para reconhecer e dizer o que sentem, e ao mesmo tempo, aprendem a ouvir e acolher.


 

O QUE DESEJAMOS QUE ACONTEÇA

 

Nosso desejo é que, ao contratar um curso de CNV, as empresas propiciem mais espaço para o diálogo na equipe - da reunião à pausa para o cafezinho, do feedback ao call, da apresentação de um projeto ao happy hour.

 

Que as pessoas possam questionar mais - sobre os processos de trabalho, relação com colegas e sobre si mesmas. 

 

Que haja um espaço seguro para demonstrar vulnerabilidade, gerando conexão e empatia. 

 

E que a alta liderança também participe desse aprendizado, por ensinar pelo exemplo, ser inspiração para lideradas e liderados, materializar o uso da CNV no comunicado de e-mail à avaliação de desempenho. 


 

COMO CULTIVAR O APRENDIZADO

 

Muitas organizações esperam que uma ação de aprendizagem sobre Comunicação Não Violenta (palestra, curso, etc.) dê resultado imediato no comportamento do time, porém nem sempre estão dispostas a dar continuidade aos aprendizados, a começar pela liderança.

 

Há até uma falsa impressão de que as pessoas criem menos conflitos, porém acontece o contrário: a CNV estimula você a observar seus reais sentimentos e necessidades, e assim pedir o que precisa - o que nem sempre é de interesse da companhia ou nem sempre vai agradar, mas precisa ser tratado, endereçado até para gerar inovação, reestabelecer confiança.  

 

Sabe quando você planta uma semente, mas não sabe se a terra é boa?

 

Você acredita que o que está plantando será regado, cuidado, protegido do excesso de sol e das tempestades, para a planta crescer e se desenvolver. Entretanto, não há nenhuma garantia de que isso vai acontecer, a não ser que o terreno esteja preparado e que as pessoas ali cuidem delas.

 

Para isso é preciso observar ao longo dos dias se a terra ainda está úmida ou seca; sentir o vento, o sol e a chuva quando vierem; perceber se é necessário mais água, luz ou proteção, e pedir ajuda quando precisar. 

 

O mesmo acontece quando promovemos a Comunicação Não Violenta nas empresas. Não basta receber o conhecimento, se não há disposição para cultivá-lo depois.


 

LEIA ISSO ANTES DE CONTRATAR UM CURSO DE CNV PARA SUA EMPRESA

 

Se você está buscando um curso de Comunicação Não Violenta para sua empresa, reflita sobre as perguntas a seguir, e peça ajuda aos colegas se precisar. Conversar, como a própria CNV mostra, rompe barreiras e fortalece as relações. 

 

  • . Como é o ambiente de trabalho na sua empresa? As pessoas se sentem confortáveis para falar? Há muitas brigas, discussões, ou silenciamentos? 

  • . Há uma cultura de aprendizagem na empresa?

  • . É a primeira vez que falam sobre este tema, ou participantes já tem um conhecimento prévio sobre CNV?

  • . O que motivou a empresa a buscar esse serviço?

  • . Quais as 3 principais mudanças que a empresa deseja após a realização do curso/palestra?

  • . O que você NÃO deseja que aconteça? 

  • . O que você pode fazer para tornar o ambiente mais propício à CNV?

 

Essas perguntas não são para barrar sua inciativa de ir adiante com o aprendizado valioso da CNV, mas sim tornar essa escolha pensada e consistente com valores e cultura da empresa, para que as pessoas possam ter terreno fértil para cultivar um aprendizado tão valioso e necessário para empresas humanizadas e com gestão condizente com o mundo em que vivemos.

 

Para complementar suas reflexões sobre o tema, recomendamos também este texto da nossa idealizadora Vivi Rio Stella, em sua coluna mensal para a revista Você RH:  “Comunicação Não Violenta: como usar essa técnica para aumentar a empatia”.


 

NO QUE ACREDITAMOS

 

Aqui na VRS Academy, incentivamos as pessoas a sair do automático, estabelecer diálogos genuínos, respeitar as diferenças e repensar suas práticas.

 

Entre em contato para saber como podemos te ajudar a desenvolver a Comunicação Não Violenta na sua empresa - não apenas como um curso pontual, mas como uma prática que vai realmente melhorar os relacionamentos, empatia e a comunicação das pessoas que fazem parte da sua equipe. 
 


comunicação não violentacnvcomunicação