O poder da colaboração_Revista Você_RH_Vivi Rio Stella

Colaboração não é uma competência do século XXI, mas sim uma competência atemporal. Assim como foi essencial no passado, quando humanos tiveram que colaborar na era caçador-coletor, será no futuro.

 

Mas por que será, nas organizações, ainda revivemos o modo escolar de trabalho em grupo: cada um faz sua parte – uns menos outros mais e as pessoas não se sentem reconhecidas, mesmo “tirando a mesma nota”?

 

Ou, quando uma ideia inovadora depende de muitas pessoas, alguém parece carregar o piano enquanto outras pessoas querem apenas o holofote? Se a ideia vira um projeto, esbarra em mil e uma burocracias e “tem que” ou “não é permitido” de outras áreas de interface?

 

Como bem afirma Elisama Santos, “seguimos plantando limões, sonhando em colher doces e suculentas melancias”.

 

Para plantar melancias e, enfim, colaborar, precisamos:

 

  • . Assumir a responsabilidade compartilhada pelo trabalho colaborativo, e valorizar a contribuição individual de cada pessoa envolvida;
  • . Desenvolver a capacidade de nos relacionar respeitosa e empaticamente para criar em conjunto;
  • . Exercitar flexibilidade e predisposição para ajudar a fazer o que for necessário a um objetivo comum;
  • . Ter consciência de que a inteligência ocorre não apenas dentro da nossa própria mente, mas entre nós (palavras das incríveis Dawna Markova e Angie McArthur).

 

Essas atitudes e atos dependem fortemente de um ambiente que propicie segurança psicológica, que valorize vozes diversas e permita o diálogo genuíno entre as pessoas, que favoreça a composição de diferentes saberes com espaço para o erro e para a vulnerabilidade. 

 

Um desafio e tanto, não é mesmo? Mas um grande convite para que as equipes e as organizações passem a centrar as ações em gestão do conhecimento e aprendizagem.

 

Uma máxima usada por Isabela Ceccato, do Poder da Colaboração, é inspiradora para começar a plantar e semear a colaboração: “se alguém colaborar com você, revide”. Experimente ser a pessoa que começa uma atitude mais colaborativa e também a que revida.

 

Afinal, Einstein já nos dizia “não há maior sinal de loucura do que fazer a mesma coisa repetidamente e esperar cada vez um resultado diferente”.

 

 

Texto escrito por Vívian Rio Stella, publicado em sua coluna mensal na revista Você RH, em abril de 2022.


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